A importância do e-commerce no Pós-Pandemia

Pesquisas apontam para um crescimento surpreendente nas compras online. Confira mais detalhes sobre essa tendência.

Por Fábio Yamamora, CEO da Yamá Cosméticos

A Adobe Analytics prevê que as compras online durante a temporada de festas de fim de ano (1 de novembro a 31 de dezembro) nos EUA devem atingir US$ 189 bilhões, quebrando todos os recordes anteriores com um aumento de 33%. Se correta, a previsão mostra que apesar do retorno de algumas atividades comerciais, o e-commerce parece ter sido incorporado ao hábito de compra dos consumidores norte-americanos.

A tendência também aparece no estudo global realizado pela Salesforce Inc com 12 mil consumidores e 3.600 negócios de 27 países: 58% dos consumidores disseram que esperam fazer mais compras online mesmo após a pandemia. Deste modo, parece ser um consenso internacional que os ambientes de compra online devem gradativamente ganhar protagonismo para a estratégia de vendas daqui para frente.

No Brasil, lidamos com o mesmo fenômeno. De acordo com a Kearney, consultoria global de gestão estratégica, o comércio eletrônico deve registrar R$ 111 bilhões em 2020. Como em qualquer mudança, não nos cabe fazer juízo de valor, mas entender suas implicações práticas e desafios. A boa notícia é que o investimento em canais de compra online realizados durante a pandemia deve se consolidar como um legado e não como um gasto pontual. 

Contudo, esta nova realidade também nos apresenta desafios: a questão logística em um País com dimensões continentais, novas estratégias de marketing e de fidelização. Do ponto de vista da indústria cosmética, ainda teremos que lidar em como transmitir da melhor maneira possível, a experiência com o produto. Como traduzir a essência, a textura, o toque através da tela?

As respostas são múltiplas e nos oferecem caminhos possíveis, no entanto, o mais importante é entender que não será mais possível ignorar os canais digitais – independente dos desafios e limitações. De maneira alguma estamos falando sobre o fim dos pontos de venda físico, pelo contrário, este movimento poderá inclusive valorizá-los e interligá-los à experiência virtual. As fronteiras entre físico e digital cada vez menos delineadas devem marcar o novo normal.


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